Haverá caminhos que me levarão aos seus braços? Que nos conduzirão aos mesmos objetivos, ou que me farão cruzar com os seus? Háverá percursos em que estaremos de mãos dadas à nos perder nas dimensões da natureza? Sonhar tem sido um impulso a mais para continuar aqui, me retorcendo de saudades de você, a fazer com meus dias e objetivos sejam sempre direcionados à nós!
Essa carta deixará de ser apenas uma confissão um dia , e espero que ela chegue aos seus olhos, após um dia cansativo, e que lhe traga ao menos um pouco de ternura e aqueça seu coração.
Não há palavras no momento que possam expressar agora o tamanho da saudade, o tamanho e intensidade dos meus sonhos... Há apenas um senso de sofreguidão intenso, o tipo mais lindo de nostalgia, daquele dia, aquele abraço, aquele beijo no rosto, suas mãos deslizando das minhas, desapegando de tudo aquilo que eu fiz como meu mundo. Aquele abraço: aquele abraço tão profundo, o desejo insano de entrar na sua vida de maneira total... Tanta coisa linda e absurda me passou pela cabeça quando estávamos abraçados ali, que na realidade, eu queria que o universo, com todas as suas leis fisicas, todas as galáxias e dimensões entrassem na mesma quadratura, na mesma estática, que se entregassem aos grilhões da inercia, e que continuassemos ali, marmorizados naquele abraço.
Mas suas mãos escorregaram da minha e tive que tomar um caminho, que até hoje, realmente, espero que seja apenas um atalho, que eu possa trilhar,mesmo apesar da incerteza das paisagens que as curvas e esquinas talvez tenham a me oferecer(e a vida realmente tem muitas dessas paisagens, umas nos tiram o fôlego, outras tenebrosas). Agora, neste exato momento, estou sentado, no meio do caminho, com o queixo apoiado nas mãos, pensando num tipo mórbido de dor, abrupto, porém, fatídico, cansativo... Mas que não me fará desitir de chegar onde quero, de chegar aos mesmos braços que um dia me daram um impulso a mais para voar...
Ps*: Gosto de estar com você, por que você me permite voar, me faz querer alcançar o melhor em mim.
Um devaneio,
Douglas Rodriguez

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