
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázioou flecha de cravos que propagam o fogo:te amo como se amam certas coisas obscuras,secretamente, entre a sombra e a alma.Te amo como a planta que não floresce e levadentro de si, oculta, a luz daquelas flores,e graças a teu amor vive escuro em meu corpoo apertado aroma que ascendeu da terra.Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,te amo diretamente sem problemas nem orgulho:assim te amo porque não sei amar de outra maneira,senão assim deste modo em que não sou nem és,´tão perto que tua mão sobre meu peito é minha,tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho...
Pablo Neruda!
Ps*. Esse poema foi uma carta de amor que meu pai escreveu pra minha mãe em 1986, eu ainda guardo essa carta(Embora amarelada), ele traduz certas coisas complexas que justificam minha existencia, por isso, eu tenho o imenso prazer de começar a postar aqui com essas palavras

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